Regime tributário: a decisão que define quanto você paga
Depois de definir o porte da empresa, vem a decisão que mais pesa no bolso: o regime tributário. É ele que determina como o imposto é calculado e, no fim, quanto sobra de cada nota emitida. Para pequenos negócios, a disputa é quase sempre entre dois regimes: o Simples Nacional e o Lucro Presumido.
Muita gente assume que o Simples é sempre o mais barato, só porque tem o nome de simples. Não é verdade. Dependendo da atividade e da estrutura de custos, o Lucro Presumido pode sair mais em conta. A DKEE, escritório de contabilidade no Alto da Mooca, faz essa comparação para clientes em São Paulo, Jundiaí, Itupeva, Indaiatuba e Piedade antes de bater o martelo. Entender a lógica de cada regime é o primeiro passo.
Como funciona o Simples Nacional para serviços
O Simples Nacional reúne vários tributos (IRPJ, CSLL, PIS, COFINS, contribuição previdenciária e ISS) em uma única guia mensal, o DAS. A alíquota não é fixa: ela varia conforme a atividade e conforme a receita bruta acumulada nos últimos doze meses. Quanto mais a empresa fatura, mais sobe a alíquota, de forma progressiva.
Para prestação de serviço, o ponto central é saber em qual anexo a atividade se encaixa. Há dois anexos que importam aqui: o Anexo III, mais barato, com alíquota que começa em 6%, e o Anexo V, mais caro, com alíquota que começa em 15,5%. A diferença entre cair em um ou no outro pode representar milhares de reais por ano.
O Fator R e a diferença entre o Anexo III e o Anexo V
O que decide entre o Anexo III e o Anexo V, para muitas atividades intelectuais, é o Fator R. Ele é uma conta simples: a folha de pagamento dos últimos doze meses dividida pela receita bruta do mesmo período. A folha inclui salários, pró-labore dos sócios e os encargos (INSS, FGTS).
| Situação | Anexo aplicável | Alíquota inicial |
|---|---|---|
| Folha igual ou acima de 28% da receita (Fator R ≥ 28%) | Anexo III | 6% |
| Folha abaixo de 28% da receita (Fator R < 28%) | Anexo V | 15,5% |
A regra vale para serviços de natureza intelectual, como consultoria, tecnologia, engenharia, arquitetura, psicologia e áreas da saúde. Quando a folha atinge 28% da receita, a atividade migra do Anexo V para o Anexo III e a carga cai de forma expressiva. O Fator R é apurado mês a mês, então a empresa pode oscilar entre os dois anexos ao longo do ano.
Como funciona o Lucro Presumido para serviços
No Lucro Presumido, a Receita Federal presume qual foi o lucro da empresa a partir de um percentual da receita. Para serviços em geral, essa base presumida é de 32% da receita bruta. Sobre ela incidem o IRPJ e a CSLL. Os demais tributos são calculados à parte.
- ✓IRPJ: 15% sobre a base presumida de 32% da receita, mais adicional de 10% sobre a parcela do lucro presumido que exceder R$ 20.000,00 por mês.
- ✓CSLL: 9% sobre a base presumida de 32% da receita.
- ✓PIS: 0,65% sobre a receita bruta (regime cumulativo).
- ✓COFINS: 3% sobre a receita bruta (regime cumulativo).
- ✓ISS: recolhido à parte para o município, em regra entre 2% e 5%, conforme a atividade e a cidade.
A grande diferença do Presumido é que ele não olha para a folha de pagamento. O percentual de 32% se aplica independentemente de quantos funcionários a empresa tem. Por isso, para negócios de serviço com folha baixa, que cairiam no Anexo V do Simples, o Lucro Presumido às vezes resulta em carga menor. Já para quem tem folha relevante e se qualifica ao Anexo III, o Simples costuma ganhar.
Simples ou Presumido: como decidir no seu caso
A decisão entre Simples Nacional e Lucro Presumido nunca deveria ser tomada por comparação com um vizinho ou concorrente. Cada negócio tem uma combinação própria de faturamento, margem e folha, e é essa combinação que aponta o regime mais barato. Estas são as variáveis que a DKEE coloca na conta:
- ✓Faturamento projetado para os próximos doze meses.
- ✓Percentual da folha de pagamento sobre a receita (o Fator R).
- ✓Margem de lucro real da atividade.
- ✓Alíquota de ISS do município onde a empresa está inscrita.
- ✓Presença de sócios e a política de pró-labore e distribuição de lucros.
Com esses números, é possível simular a carga em cada regime e escolher o que paga menos dentro da lei. Esse é justamente o trabalho de planejamento tributário: transformar uma decisão que muita gente toma no escuro em uma escolha baseada em cálculo. Seja você prestador de serviço em São Paulo, Jundiaí, Itupeva, Indaiatuba ou Piedade, a DKEE roda essa comparação antes da abertura, para o seu negócio já começar no regime certo.

